quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Louca, é? Agora vá ver a si mesmo...

Não sei se vão aparecer naves espaciais voando por sobre todo mundo, se um enorme meteoro vai cair, se estamos prestes a entrar numa terceira guerra mundial [e não vejo motivo pra escrever em maiúsculo], só sei que olhando para todos os problemas mundiais, sou medíocre, como todo o resto do mundo e, sim, obviamente, ainda sou uma menina com problemas de meninas.

Acordei com muito sono e passei o dia inteiro com esse sono.

Ontem, peguei qualquer coisa pra marcar meu livro, coloquei o livro na bolsa - que estava nos pés da cama], apaguei a luz, praticamente dormindo acordada e me joguei de qualquer jeito na cama.
Hoje, na loja, abro a bolsa pra pegar o livro e continuar a ler, quando ironicamente percebo que meu 'marcador' era um envelope com uma cartinha que uma pessoa me escreveu ano passado [acho que quase no meio do ano, não lembro]. Eu sorri, mostrei pra minha mãe: olha só, meu marcador!
Puro sarcasmo. Ê vida, doida!
Deixei de lado o envelopinho com a cartinha e minha mãe pegou pra ler [ela já tinha lido antes - é, não temos segredos mesmo], "posso?" ela pediu, eu respondi com os ombros que tanto faz.
Continuei lendo o livro e ela me interrompeu "olha só isso, Jé"...
Ai, ai, homens!
Não quis reler, não, só ouvi o que ela me falou do que leu, mas eu não quis saber mais, porque eu já sei tudo [não do conteúdo daquilo, mas da realidade].
Então fiquei pensando, numa outra pessoa, que se preocupa comigo e que me esforço um tanto bom pra evitar [porque sou louca mesmo] e sempre finjo que não faço idéia do que ela quer dizer com suas indiretas [tem muitos idiotas que só estão fazendo joguinhos, mas um ou outro que me convence de que estão falando sério]...
Analisei as estórias, o tempo e os personagens.
Como sempre, quando começo a falar de outras pessoas, volto o espelho pra mim e começo a olhar as coisas por uma outra perspectiva.
Eu sei bem que o ser humano tem essa mania de projetar os seus defeitos e problemas nos outros, aprendi direitinho com Dr. Keppe, por isso sempre que falo de alguém, acabo falando de mim mesma.

Comecei a fazer as perguntas que só tenho coragem e confiança pra fazer pra minha mãe, coisa que só ela é capaz de me responder com a sinceridade que preciso.
E fiz milhões de perguntas sobre mim, sobre o que ela consegue ver em mim, que talvez eu ignore, mas que é essencial, sabe?

Às vezes, detesto quando me dão opiniões sobre aquilo que tenho que fazer e faço o contrário, mas sempre amo quando a situação é inversa. Gosto de falar, mas às vezes não gosto de ouvir.
Então hoje passei o dia ouvindo e gostei.

Ainda continuo menina, meio mulher, com problemas e preocupações de qualquer pessoa normal, tentando descobrir qual é a dosagem certa de realidade, pessimismo ou otimismo e atitudes e palavras na hora de fazer qualquer coisa.
Acho que sou complicada, mas ultimamente tenho quase certeza de que muitos homens [que conheço] são bem mais complicados que nós, mulheres! LOL

A conversa com a minha mãe iluminou um pouco mais a minha mente quanto as minhas decisões pro ano e me senti confortada por saber que nós temos muito mais coisas em comum do que achávamos.
Estou entendendo melhor o por que de muita coisa em mim. A gente tem opiniões bem parecidas sobre relacionamentos [estou falando mais de amizades, não falamos muito sobre namoro hoje].

Ah... Whatever. Só vim registrar aqui as coisas que considero mais importante do dia.
Fui ler meu livro de ficção - que estou muito gostando.

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